quarta-feira, 12 de maio de 2010

Análise de Bioshock 2

Estive de volta em Raptor para ver como as coisas andavam por lá. Encontrei tantas novidades que às vezes pensei estar jogando um game completamente novo. E ainda me diverti muito no modo multiplayer! Bioshock 2 é continuação direta do primeiro título, portanto não há como deixar de compará-lo ao seu antecessor. Confira a análise desse jogaço logo abaixo.





A história


Dez anos se passaram desde a morte de Andrew Ryan, criador da cidade submarina de Raptor, e assim esse grande empreendimento caiu em desgraça. Não só a corrupção ganhou força, como a busca por ADAM (espécie de líquido que dá habilidades para o ser que o usa) e a fé nos ensinamentos de Sofia Lamb, a mais nova figura de Bioshock 2, se tornaram a razão de viver de todas as criaturas habitantes de Raptor. Sofia aproveitou-se da morte de Ryan para conquistar o poder na cidade e continuou suas pesquisas em torno das Little Sisters. Com a ajuda de Dr. Gil Alexander, ela revolucionou o chamado Protector Program.

Você é Subject Delta, um dos primeiros Big Daddies a conseguirem criar um laço com uma Little Sister. Mas não era qualquer criança. Você foi designado a proteger Eleanor Lamb, a filha de Sofia Lamb. Eleonor nunca podia ter se tornado uma Little Sister e, para recuperar sua filha, Sofia eliminou Subject Delta. Agora Eleanor já é uma adolescente, mas ela não se esqueceu de você. É então que Subject Delta volta à vida para proteger sua Little Sister.

Para quem não conhece a história do jogo, a breve apresentação anterior pode parecer confusa. O enredo denso e cheio de significados é um dos pontos fortes da série Bioshock. E a continuação não é diferente. Prepare-se para se surpreender com a história de cada personagem e a razão de agirem daquela forma. Todos em Raptor são tão bem trabalhados que dá gosto de parar tudo bem no meio da ação para estudar um pouco mais sobre cada um. Nesse quesito Bioshock 2 consegue até mesmo superar seu antecessor, o que não é uma tarefa fácil.





As inovações


Como o protagonista agora é um Big Daddy, foi preciso mudar todo o esquema de movimentação e habilidades. A mais nova arma é a Drill, uma furadeira gigante que é capaz de matar um inimigo em segundos. A 2K, produtora do jogo, poderia ter apenas criado essa arma e continuado com os outros itens e habilidades do primeiro game, mas eles foram ainda mais longe. Criaram várias novas armas que substituíram completamente as anteriores e ainda modificaram o sistema de poderes (plasmids) e técnicas (gene tonics). As várias combinações de armas com tonics criaram um jogo praticamente inédito. Muitas vezes parecia que eu estava jogando um outro game, totalmente novo. Essa é a prova de que há como criar uma sequência e manter as boas qualidades do jogo.

Novos inimigos foram criados e ficou visível a melhora na inteligência artificial deles. O Brute Splicer, um verdadeiro Hulk de Raptor, não apenas o ataca com força bruta, como também corre pelo centário em busca de itens para jogar contra você. É preciso atacá-lo sem esquecer de desviar um só minuto! Experimente fazer isso no modo mais difícil do jogo. Há também as Big Sisters, uma versão afeminada de Big Daddy, com o dobro da velocidade. Toda vez que você salva Little Sisters em uma fase, lá vem uma Big Sister para atacá-lo!

Mas o que realmente mudou para melhor foi o sistema de hackear as máquinas, portas e cofres. No primeiro jogo, toda vez que você precisava hackear um desses dispositivos (que não eram poucos), era preciso solucionar um puzzle muito legal, mas que logo tornava-se enjoativo. Eu deixei de hackear várias máquinas de tão chato que o trabalho se tornava. Mas agora isso mudou! Na hora de hackear algo, um ponteiro fica andando de um lado para o outro da tela. Basta pará-lo sobre um espaço seguro, de cor verde ou azul, para ter sucesso. Mas, se o ponteiro parar sobre a cor vermelha, prepare-se para enfrentar a segurança do local. Tudo muito rápido e divertido, sem tirar a emoção do jogo.





As fases e os combates


Um dos atrativos de Bioshock 1 era o conjunto de fases grandes a serem exploradas, cada qual com sua característica única, como aquela área totalmente coberta com vegetação. Bioshock 2 não soube resgatar essa variedade. As fases tornaram-se repetitivas, com poucos atrativos realmente distintos. Por essa razão a exploração tornou-se tediosa com o passar das fases. Esse detalhe não torna o jogo ruim, mas apenas demonstra como é difícil para uma continuação superar todos os aspectos do título anterior.

Em muitos momentos os inimigos aparecem aos montes em Bioshock 2, o que parece ser resultado de uma falta de inspiração por parte dos criadores do game. Mas talvez isso tenha relação com a própria história do jogo: Sofia Lamb tentando acabar com a sua raça. O fato é que algumas lutas são muito repetitivas e não é preciso mudar muito as táticas de combate, como por exemplo a combinação de armas e tonics. Esse também era um defeito do primeiro título e, mesmo com os novos inimigos, a sensação de repetição não se alterou.





Os gráficos e o som


Algumas melhorias gráficas foram feitas, como a textura dos inimigos e o sistema de luz e de água. Os ambientes submarinos são muito bonitos e passam a idéia de profundidade. Quando você atravessa um local onde há vazamento de água, com gotas pingando do teto, a sua imagem fica toda borrada, dando uma sensação quase real daquilo. Há muitos outros detalhes impressionantes, mas citá-los não é a finalidade dessa análise. O único defeito ainda está nos traços das Little Sisters. Algumas vezes elas parecem muito quadradas, mas isso é só um detalhe.

O som realça ainda mais a imersão nesse mundo tomado por água e mistério. Se muitos inimigos estão se aproximando, a música fica mais agitada. Mas quando algo está para acontecer, você se sente em um verdadeiro filme de terror, com sons à base de violino. Me incomodei apenas em uma fase, a segunda do jogo, em que a música fica agitada do início ao fim, irritando um pouco.





O modo multiplayer


Prepare-se para desafiar os outros jogadores em modos online incríveis e insanos! A ideia de andar nas áreas de Raptor, tanto as desse jogo como as do anterior, e participar de partidas em Free-for-all e Team Deathmatch foi muito bem trabalhada.

Primeiro você recebe um apartamento dentro da cidade. Lá você escolhe seu personagem e pode customizar seus modos de batalha com as mais variadas combinações de armas e poderes especiais, tudo o que está presente na história original! Se estiver tudo pronto, basta se encaminhar para sua cápsula (submarino) e se conectar online. No momento em que estiver "navegando" na internet, é possível escolher o modo multiplayer que quer participar. Além dos modos já citados, há outros que envolvem Big Daddies e Little Sisters. Um exemplo é o Capture the Sister, no qual há a formação de dois times, um que precisa defender as garotinhas e outro que precisa pegá-las. São sete modos diferentes e várias fases, além do conteúdo adicional baixável na Internet.





Últimas considerações


O modo história de Bioshock 2 está quase duas vezes menor que o do título anterior. Provavelmente isto se deve ao investimento no excelente modo multiplayer. De qualquer maneira, Bioshock 2 é uma excelente experiência para qualquer jogador que gosta de ação, terror e muito FPS. Divirta-se por aproximadamente 20 horas e mais infinitas horas online!

Nota Final: 9,5

3 comentários:

Natalie disse...

Fiquei morrendo de vontade de jogar Bioshock 2 agora! Mas ainda não terminei o 1 =~

Mario Toledo (Tripa Seca) disse...

Esses personagens me fazem lembrar do Tim Burton, não sei por que D:

Guerreiro disse...

Não tive muito contato com a série Bioshock (tá bom não tenho o conssole XD) Mas enho certesa que é um "FPS" que eu jogaria sem penssar,achei maravilhoso o clima de suspense que o game cria (ví só o começo) mas tenho certeza que isso se estende o jogo inteiro.
Uma coisa que achei legal e bem imprevisivel é o fato de agora controlar o big daddy,em bioshock 2 acredito que dê uma outra visão dos acontecimentos do primeiro game,e isso eu valorizo muito quando o segundo game valoriza e está totalmente ligado ao primeiro.

No mais,ótima review,beeem detalhada,não deixa duvida de que esse é "O game"