terça-feira, 12 de julho de 2011

Análise: The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D

Análise publicada originalmente no UOL Jogos (LINK).

Considerações

“Ocarina of Time 3D” prova mais uma vez a ótima capacidade da Nintendo de reciclar séries de sucesso sem desgastá-las e ainda aprimorar o que já parecia excelente. Os gráficos atualizados, efeitos tridimensionais excelentes e a nova jogabilidade com a tela de toque e o giroscópio do portátil, somados à ótima trilha sonora e enredo, fazem deste o primeiro título obrigatório a qualquer jogador de Nintendo 3DS.
Alguns novos modos como a Master Quest espelhada garantem maior longevidade ao game, enquanto detalhes inéditos de ajuda, como as pedras Sheikah, atraem um novo público menos experiente.

Introdução

O final dos anos 90 foi marcado pelo surgimento de jogos com gráficos poligonais e ambientes que simulavam muito bem as três dimensões, mesmo exibidos em telas sem profundidade. “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” foi lançado em 1998 para Nintendo 64 como um dos pioneiros dessa nova tecnologia dos games e surpreendeu por apresentar uma história longa e cativante, conquistando até mesmo a primeira nota máxima da renomada revista japonesa Famitsu.
Uma década se passou e a ambição de transformar a experiência de games e filmes no mais próximo possível da realidade não parou, marcada agora pelos televisores 3D e o portátil Nintendo 3DS, que dispensa óculos especiais.
Para inaugurar essa nova fase, a empresa japonesa trouxe de volta “Ocarina of Time” com gráficos atualizados para a nova geração e, logicamente, ambientes completamente tridimensionais, além de outros ajustes e novidades na mecânica, como suporte ao giroscópio do aparelho.




Pontos Positivos

  • História épica
  • “Legend of Zelda: Ocarina of Time” possui um dos enredos mais premiados de toda a história dos videogames e é motivo de inspiração para desenvolvedores até hoje. O drama de um reino ameaçado pela escuridão e a luta de um pequeno garoto que viajou no tempo para derrotar o mal permanecem intactos e cativantes nessa nova versão para 3DS, motivo mais do que suficiente para garantir uma ótima experiência aos jogadores. 
  • Ótimos gráficos
  • A primeira boa impressão de quem experimenta “Ocarina of Tme 3D” são os excelentes gráficos e efeitos em três dimensões, não apenas por se tratar de um remake, mas por realmente ser a melhor experiência de imagem no Nintendo 3DS em relação à leva inicial de jogos para o portátil. Cada detalhe de ambiente da versão original foi melhorado de tamanha maneira que muitas vezes dá a impressão de ser um jogo diferente. Enxergar a profundidade com os efeitos em 3D realça a experiência e muitas vezes instiga a parar e observar os cenários. 
  • Tela de toque
  • Uma das reclamações dos jogadores em relação à versão original era o templo aquático e a necessidade repetitiva de pausar o jogo para trocar as botas para boiar ou afundar na água. Não só nesse momento, mas também em outros em que era necessário trocar de itens, era preciso interromper a jogatina, mas aqui a tela sensível do 3DS resolve o problema. Com um simples toque na tela o jogador possui acesso a todo o inventário, permitindo uma rápida escolha entre os objetos, além de poder visualizar todas as músicas da ocarina, instrumento musical de sopro que lembra uma flauta e é peça importante na trama. Esse detalhe não apenas tornou a jogabilidade mais simples e rápida, mas também facilitou a navegação nas dungeons (os calabouços), com o posicionamento dos mapas no centro da tela inferior, recurso que só estava disponível no menu de pause da versão para Nintendo 64. 
  • Detalhes nos cenários
  • Seguindo a ideia dos guias de ajuda de “Super Mario Galaxy”, “New Super Mario Bros. Wii” e “Donkey Kong Country Returns”, a Nintendo criou as Sheikah Stones, pedras que mostram cenas do futuro de Link, auxiliando de forma bastante criativa aqueles jogadores que estiverem “travados” em algum momento da história. Esse sistema é opcional e pode ser ativado ao lado da casa do herói na floresta Kokiri ou dentro do Temple of Time. A melhora nos gráficos também possibilitou a criação de mapas e cartazes espalhados nas paredes das cidades e dentro das casas, o que, na versão original, era praticamente inexistente ou então pouco visível por causa da baixa qualidade de imagem. Além de diversificar o ambiente, esses objetos também dão dicas valiosas aos novos jogadores, como a maneira de acessar locais misteriosos e como resolver certos enigmas. 
  • Novos modos
  • Ao retornar para a casa de Link, o jogador possui duas opções: dormir para recuperar energias ou sonhar com inimigos e reviver as batalhas travadas contra os mesmos. São nove chefões no total, mas cada um só estará disponível após ser derrotado durante a campanha. Esses combates são cronometrados pelo jogo e os tempos podem ser comparados entre amigos. Outra grande novidade para os fãs de “Zelda” é o retorno da Master Quest, versão mais difícil da aventura que torna os calabouços mais complexos e inimigos mais numerosos. Dessa vez, porém, foi adicionado um modo “mirror” (espelho, em inglês) que inverte os lados do jogo, passando a impressão de um novo “Ocarina of Time”. Mas para poder acessar a Master Quest, o jogador precisa primeiro terminar a campanha tradicional.

Pontos Negativos

  • 3D e giroscópio
  • Atirar com o estilingue e com o arco-e-flecha usando o giroscópio do Nintendo 3DS é muito divertido e dá maior sensação de liberdade, mas usar essa função com o modo 3D ligado é uma experiência frustrante. Por funcionar apenas com o jogador visualizando a tela de frente, o efeito em três dimensões falha quando é preciso mover o portátil para lançar pedras e flechas. Sempre é possível desligar um dos dois modos, ou até mesmo ambos, mas a experiência fica limitada.
  • Anotações nos mapas
  • Mesmo se aproveitando das vantagens da tela sensível do portátil, “Ocarina of Time 3D” ignorou uma função presente nos outros jogos da série para DS: anotações nos mapas. Como todo jogo de exploração, “Zelda” possui itens e caminhos escondidos que nem sempre podem ser acessados em um único momento, o que justificaria a anotação dessas informações nos mapas. É uma pena que esta versão tenha ficado sem uma função tão simples e útil, ainda mais se considerarmos os outros bons usos da tela de toque do portátil.


Videoanálise







NOTA: 9

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