Prévia publicada originalmente no UOL Jogos (LINK).
Demorou para a Nintendo aceitar os milhares de pedidos de jogadores norte-americanos que, frente à fraca safra de jogos para Wii desses últimos anos, queriam “Xenoblade Chronicles” nos EUA. Os vários movimentos na internet, que mais tarde ganharam o nome de Operation Rainfall, finalmente conseguirão colher um de seus frutos, pois a empresa japonesa confirmou o título para as Américas. Mas o que ele tem de tão especial para gerar tanto alvoroço? Continue lendo para entender.
Homem vs. Máquina
“Xenoblade Chronicles” é um típico RPG criado no Japão cheio dos tradicionais clichês do gênero, mas também possui diversas características que o tornam mais próximo do gosto ocidental, como um mundo aberto de exploração livre. Seu criador, Tetsuya Takahashi, também foi responsável por “Xenogears” e “Xenosaga” que, apesar dos nomes semelhantes, não possuem ligação direta com o novo título do Wii.
Tudo começou com uma luta entre dois titãs: Bionis e Mechonis. A batalha durou anos, até que um último encontro entre suas espadas ocasionou a morte de ambos. Mais tarde começou a surgir vida nos corpos desses gigantes. No lado de Bionis, nasceram humanos e outras raças biológicas, enquanto do outro apareceram máquinas.
Os anos de paz logo chegaram ao fim com um repentino ataque dos descendentes de Mechonis, os Mechon, contra os humanos. A batalha quase teve um fim desastroso para esta última raça que, com a ajuda do herói Dunban e sua espada mágica Monado, obrigaram a retirada das máquinas. A paz retornou ao mundo, mas não por muito tempo.
Em "Xenoblade", você é Shulk, um rapaz de 18 anos que mora em um vilarejo localizado no pé do gigante Bionis. Como um típico herói japonês, o destino do mundo estará em suas mãos ao descobrir que é capaz de manejar a lendária espada Monado, única arma realmente eficiente contra os inimigos mecânicos.
O jogo traz ambientes variados em um mapa enorme, cada qual com suas respectivas criaturas e segredos. Os típicos problemas dos RPGs, como missões inúteis e a necessidade cansativa de ir e vir para completá-las, foram substituídos pelo sistema de fast travel: basta selecionar um local já explorado no mapa e se teletransportar para lá.
Combate em tempo real
As batalhas ocorrem em tempo real no próprio ambiente e lembram o sistema de combate de “Final Fantasy XII”, com trios de personagens programados para atacar os inimigos assim que são avistados. A movimentação durante a luta é livre e o uso de habilidades especiais muda de acordo com o posicionamento dos heróis em relação ao oponente.
Shulk possui um poder de premonição, que funciona dentro e fora das batalhas. Além de trazer mais drama à história, o combate recebe um modo alternativo em que é possível escapar das garras inimigas com uma combinação diferente de controles, aproveitando-se das visões premonitórias do herói.
Lançamento tardio
O calcanhar de Aquiles de “Xenoblade Chronicles” é o tardio lançamento para Wii, console que aos poucos perde fôlego frente à forte concorrência e o surgimento de seu sucessor, o Wii U. É uma pena que um J-RPG com uma história tão fascinante chegue apenas agora ao mercado, ainda mais com gráficos que dificilmente conseguem expressar os belos detalhes de ambientes e personagens.
Ainda assim, “Xenoblade” é um dos principais RPGs do ano, com características que não se limitam apenas à tradição japonesa, abrindo portas para um público maior e que, como já foi visto, quer colocar as mãos no jogo o mais rápido possível.

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