segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mario Party 9

Análise publicada originalmente no UOL Jogos (LINK).

Considerações

Apesar de divertido em grupo e fornecer um grande número de ótimos mini-games, “Mario Party 9” modificou um dos detalhes mais tradicionais da franquia e eliminou o que restava de estratégia. Além de se transformar em um jogo de pura sorte, ainda está longe de apresentar bom conteúdo single player. No fim das contas a Nintendo exagerou ao querer mudar algo que só precisava de mais conteúdo.

Introdução

Quando o assunto é manter uma mesma série de videogames viva durante muito tempo, a Nintendo parece ser profissional, ainda mais com o famoso bigodudo e sua turma. Um simples exemplo é a série “Mario Party”, que surgiu em 1999 para N64 e se destacou por reunir quatro amigos em frente à televisão com disputas de tabuleiro e dezenas de mini-games. Mesmo após tantos anos, a fórmula não mudou, mas passou por altos e baixos, reunindo críticas diversas e gerações de novos consumidores.

Com o fim eminente do Wii, a franquia tem o desafio de juntar tudo o foi feito até sua oitava edição e melhorar, na medida do possível, algumas funções que não foram bem recebidas no passado.


Pontos Positivos

  • Divertido em grupo
  • O ponto forte de “Mario Party 9”, assim como os demais jogos da franquia, é o modo para até quatro pessoas. A infinidade de mini-games impressiona, mas muito mais pela qualidade do que pela quantidade. Cada modo recebeu um capricho adicional e a jogabilidade foi polida de maneira a facilitar ao máximo a experiência. Não é preciso, por exemplo, usar o controle adicional Nunchuck, e a grande maioria dos jogos utiliza o giroscópio do Wii Remote exemplarmente.

  • Detalhes que fazem a diferença
  • Em parte, as novas regras nos tabuleiros foram muito bem vindas. A cada fase o vilão Bowser escolhe dois de seus capangas para se tornarem chefões, posicionando-os em locais específicos no mapa. Sempre que um personagem se mover para lá, um mini-game especial tem início, no qual os jogadores, juntos, devem derrotar o chefão e ainda competir entre si em busca de maiores pontuações. Essa novidade põe fogo na disputa e é incrível como a diversão e o desespero de perder estão sempre lado a lado.

    Uma boa notícia aos mais experientes é o fim dos diálogos longos e irritantes. Agora, com o simples apertar de um botão, conversas entre personagens e explicações repetidas de regras podem ser puladas. Também não há mais aquelas frescuras chatas de rolar um dado e um monte de brilho surgir na tela, o que reduzia a velocidade do jogo. Por fim, os carregamentos entre um quadro e outro (loadings) são praticamente inexistentes e tudo é imediato.

Pontos Negativos

  • Chato para jogar sozinho
  • Nem pense em comprar “Mario Party 9” se for jogar sozinho. Mesmo com alguns detalhes novos, é impressionante como um modo online faz falta. A Nintendo nem precisaria ir além do que foi feito em “Mario Kart Wii” e seria fantástico dividir tabuleiros com pessoas de outros lugares.

    Em relação ao que o jogo apresenta de novidade, apenas o modo do museu pode fornecer um mínimo de diversão. Nele é possível gastar pontos obtidos em mini-games para trocar por novas funções, como maiores níveis dificuldade e veículos especiais, ou músicas que tocam durante as partidas (que nem são tão legais assim para ouvir de novo).

  • Fim da estratégia
  • Como disse anteriormente, uma parte das novidades melhorou a experiência, mas outra grande parte simplesmente jogou no lixo o fator estratégico tão comum nas versões anteriores. Antes, os personagens andavam pelo tabuleiro de maneira independente e cada um podia escolher caminhos distintos, de acordo com a sua estratégia. Muitas vezes esse era um fator determinante para ativar algum tipo de ação que prejudicasse os seus oponentes.

    Agora, porém, todos os competidores são obrigados a dividir um mesmo veículo, que, de acordo com o número tirado por cada dado, se locomove pelo cenário. Para possibilitar essa mudança, todos os tabuleiros se transformaram em uma linha reta, com um final inevitável que é a última batalha contra um dos chefões. Além de impossibilitar a rotatividade das fases com um número pré-definido de turnos, “Mario Party 9” se transformou em um jogo de pura sorte, no qual nem mesmo vencer o maior número de mini-games é tão importante para o resultado final.
     
Nota: 5

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